Destaque

Sublime é a Noite

ESPETÁCULO DE FORMATURA DE INTERPRETAÇÃO TEATRAL, SUBLIME É A NOITE É APRESENTADO EM CURTA TEMPORADA NO TMG

cartaz_sublime

Segue em cartaz até o próximo domingo, no Teatro Martim Gonçalves, Sublime é a Noite, espetáculo com os formandos em interpretação da Escola de Teatro da UFBA. As sessões acontecem diariamente, sempre às 20hs, com entrada franca.

Sublime é a Noite possui texto inédito e direção de Paulo Henrique Alcântara, que escreveu esse trabalho especialmente para os formandos. A peça narra a estória de uma família “estranha”, moradora da “casa das nove janelas”, a mais rica da pequena e fictícia cidade de Paiol. Ambientada nos anos 1930, a peça trata dessa família envolta numa sina peculiar -“é inimiga do sol” – e dos moradores que com ela convivem e se atritam. Os integrantes da família só podem sair à noite. Caso se atrevam e saiam de dia passam por um “revertério” (uma grande e irreversível transformação em suas vidas). Esse dado confere o tom de realismo mágico ou fantástico em uma dramaturgia com elementos de melodrama, humor, lirismo e emoção.

As cenas giram em torno de uma tia, seus sobrinhos, criados, vizinhos e são mostradas ao público com a ajuda de um narrador. Enquanto vivem seus conflitos e lutam por seus desejos, os personagens temem a chegada de um “vento mau”, sempre danoso para a cidade, ao tempo em que esperam, ansiosamente, pela inauguração do primeiro cinema da cidade. Em um tom, por vezes leve, por vezes denso, a peça aborda as mudanças que a vida nos impõe e como elas acompanham e afetam nossas vidas.

foto_sublime_03

Há situações clássicas da literatura romântica, dos folhetins, bem como da literatura sul americana com suas narrativas fantásticas. A inspiração para o texto veio de Federico Garcia Lorca, Gabriel Garcia Màrquez, Jane Austen e das comédias de costume de Martins Pena.

O público verá as estórias de uma mulher rica, abandonada no altar pelo jardineiro, da primogênita expulsa que volta disfarçada de criada, das irmãs que se rebelam contra as convenções, da noviça expulsa do convento, bem como de uma serviçal que “vende” os acontecimentos da casa para duas vizinhas: uma viúva fogosa e uma carola de igreja presa a um amor do passado. Há também a moça da capital à frente de seu tempo, um poeta apaixonado, o velho padre da paróquia, boêmios e até fantasmas.

foto_sublime_02

O autor do texto e diretor da montagem explica como foi o processo de criação: “Tinha a ideia geral, uma sinopse, uma proposta e ia levantando cenas e testando com o elenco. Muitas vezes jogava uma ideia de cena e ia escrevendo mediante o fluxo dos diálogos que surgiam em meio aos ensaios. Assim, as cenas não foram surgindo em ordem, mas ao sabor do impulso. Depois, tudo foi se encaixando e se alinhavando na dramaturgia final, como numa trama de crochê, especialidade da personagem Juventa.”

O elenco se mobilizou para produzir a peça e, dentre os 14 integrantes, formou-se uma equipe de produção, coordenada pelo produtor Guilherme Hunder que também é assistente de direção, juntamente com Otávio Correia.

A cenografia, o figurino e a maquiagem são assinados por Agamenon de Abreu.A direção de movimento é de Bárbara Barbará com assistência de Clara Boa Sorte. A preparação vocal é de Nayara Brito e a trilha sonora de Luciano Salvador Bahia, com assistência de Vica Hammad. A criação gráfica é de Mariana Viveiros.

No elenco estão: Ana Rocha, Caique Copke, Carluce Couto, Clara Boa Sorte, Gabrielle Santana, Helena Treumann, Hyago Matos, Íris Faria, Isadora Moraes, Júlia Anastácia, Kaique Santos, Milla Borba, Tiago Anjos, Veridiana Neves.

O elenco e seus personagens:

Ana Rocha (Virtudes)
CaiqueCopke (Padre Sinval, Valeriano Primeiro e Valeriano Terceiro)
Carluce Couto (Viúva Sizernanda)
Clara Boa Sorte (Greta)
Gabrielle Santana (Severa)
Helena Treumann (Petúnia)
Hyago Matos (Bromualdo, o narrador)
Íris Faria (Gerundina)
Isadora Moraes (Prima Filumena)
Júlia Anastácia (Juventa)
Kaique Santos (Professor Simplício)
Milla Borba (Prudência)
Tiago Anjos (Zaulo)
Veridiana Neves (Dona Aminta)